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Musicart

Super Bock em Stock: a ascensão de Slow J

Em 2015, durante o Vodafone Mexefest, acontecia o Mercado da Música Independente, onde editoras independentes e artistas aproveitavam a ocasião para se mostrar ao público.
Por trás de uma mesa posta para dois, um rapaz timido e desconhecido para a maioria dos visitantes do Mercado servia um álbum chamado "The Free Food Tape". O nome dele era Slow J. O mesmo rapaz que ontem, passados apenas 4 anos, subiu ao palco principal do mesmo Festival (com outro nome) e arrancou um dos melhores concertos desta edição!

Sem a habitual companhia de Fred e Francis Dale, fez por encher o palco com atitude e energia, muito ajudado por um público que se fez ouvir em practicamente todas as músicas do alinhamento.
"Também Sonhar" com a participação de Sara Tavares e "FAM" com a presença de Papillon, abriram um concerto com duas partes distintas, separadas por "Mund'Ança", que desta vez não fechou o concerto - fechou um ciclo e deu início a outro.
"Lágrimas" marcou um dos pontos altos da noite. Acompanhado em palco por Francis Dale e por uma guitarra portuguesa, tocada por um antigo professor de música, Slow J cumpre com nota 20 uma das músicas que melhor mostra a sua versatilidade e capacidade enquanto artista.

Mesmo com três concertos a começar, não foram muitos a arredar pé antes de acabar. Para lá da hora, ainda houve tempo para passar pelos três álbuns. Um bónus com direito "Fome" e "Comida", uma revisita a "Cristalina" e a fechar "Vida Boa", que fez com que o espectáculo acabasse com a mesma energia com que começou.

"Prometo que me vão ver cumprir todos os meus sonhos. Espero ver-vos fazer o mesmo."

As fotos com alguns dos concertos do Super Bock em Stock vão estar no Instagram, mas Slow J merecia este "destaque".

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Fotografia: Música em DX