Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Musicart

Slow J serve "The Free Food Tape"

11053339_824640990960841_390883542616254995_n.jpg


Há pouco mais de meio ano, Slow J lançava o seu EP de estreia. "The Free Food Tape" carimbou a entrada em cena do até então desconhecido rapper e compositor.

Por norma, a curiosidade aguça o engenho. Neste caso, o engenho deste álbum aguçou a curiosidade de quem o ouviu. Afinal, quem é o Slow J? Uma pequena biografia no site pessoal dizia-nos que se chama João Batista Coelho, tem (apenas) 23 anos e nasceu em Setúbal, onde viveu até completar 8 anos e ver a sua vida transformada numa autêntica "roda viva", com constantes mudanças de casa, tendo adoptado a música como companheira de viagem. Estudou Engenharia de Som em Londres e voltou para Portugal, onde estagiou na Bigbit Estúdios e teve oportunidade de trabalhar com artistas como NBC ou Valete.

Passaram sete meses desde o lançamento do "The Free Food Tape". Entretanto, Slow J apresentou o EP ao público numa festa em Telheiras com o carimbo da ASTROrecords, que contou com a participação de nomes como Profjam, Mike El Nite, Vilão, Papillon, Phoenixx MG e Magboy Rsk. Foi convidado para o 1º Festival Rimas e Batidas, onde apresentou o videoclip do tema "Tinta da Raiz" e deu-se a conhecer através de uma série de entrevistas. 
Em jeito de previsão arriscada, ainda vamos ouvir falar muito dele.


 

O álbum foi lançado em Abril, mas não é tarde para falar daquele que é, com toda a certeza, um dos melhores EP's de 2015.
"The Free Fast Food" deixa-nos indiferentes aos valores calóricos inerentes ao tipo de comida, para disfrutar de uma mistura de sabores que juntam um beat crú e despido, com toques de clássico, a uma lírica real, sentida e fluente. 
São sete as faixas que completam o álbum e é praticamente impossível ficar indiferente a cada delas.
"Play no beat, tarola a marcar, deixar a caneta rasgar". Este é um dos versos do primeiro tema, "A Origem", que serve de aperitivo para o prato principal, prontamente servido: "Portus Calle", "Tinta da Raiz", "Pai Eu", "Cliente" e "A Origem". A necessidade em referir o nome das restantes músicas prende-se com a dificuldade em destacar apenas uma ou duas, num álbum coerente, com instrumentais aprimorados e aliados à forte componente da escrita.
Mas calma. O último tema não ficou esquecido. "Cristalina" é a sobremesa cantada. Diferente dos restantes, com um toque doce, suave, profundo e melancólico, é a chave de ouro para fechar esta refeição.

O EP está disponível para download gratuíto, mas também é possível adquirir em formato físico, que conta com mais sete instrumentais.
Todas as letras estão disponíveis no site do artista.