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Musicart

Cultura: Futuro adiado

Fomos apanhados de surpresa por este vírus que obrigou-nos a mudar rotinas e desmarcar ou deixar em suspenso planos que tínhamos para o futuro.
O medo da doença afecta - principalmente que chegue aos nossos familiares mais próximos e vulneráveis - mas é o receio do que aí vem que nos deixa mais apreensivos.
Inevitavelmente, a economia vai ressentir. O Mundo não deixou de rodar, mas muita gente parou. E nesta matéria, também existem os mais vulneráveis - onde encaixam os trabalhadores independentes no geral e artistas / profissionais ligados à cultura.

Os últimos anos não foram nada maus para várias áreas da cultura em Portugal. Os artistas souberam adaptar-se à era digital, acompanhar tendências e chegar ao público. Na música, as editoras independentes ganharam espaço, as visualizações no YouTube geraram o buzz necessário e muitos souberam ao fim de muito tempo o que era viver daquilo que mais gostam. A Arte Urbana lutou para ser aceite, conseguiu, cresceu e pôs Portugal - e Lisboa em particular - no mapa da Street Art, incorporando-a em grande parte dos roteiros dos milhões e milhões de turistas que visitaram o nosso país. Além destes, existem ainda os técnicos de audiovisuais, produtores, promotores, agentes e um largo número de profissionais, indispensáveis para que tudo funcionasse e para que outros tivessem a oportunidade de acompanhar. De repente, tudo mudou.

Este é um momento único na vida de todos aqueles que veem, para já, o futuro adiado.
O ser humano já provou ter a capacidade de encontrar formas de contornar adversidades e desta vez não há-de ser diferente. Para já, é preciso pensar em soluções e garantir apoios que cheguem a TODOS.

Muita força para todos os artistas, técnicos, produtores, agentes, fotógrafos e videógrafos e todos os que estão a ser afectados com esta situação.

"Cancelar a cultura de um país é cancelar a sua memória, a sua identidade. O país e o Mundo estão em suspenso..."
Adiem a cultura, mas não a cancelem agora!