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Musicart

Lisboa Dance Festival: A Estreia

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O Lx Factory prepara-se para receber, nos próximas dias 4 e 5 de Março, a 1ª edição do Lisboa Dance Festival. Um conceito inovador em Portugal, com a música electrónica como foco principal.

Música, Talks e Market são as três bases de um projecto repleto de iniciativas, que resulta na presença de mais de 60 artistas, 16 editoras independentes, lojas de discos e um público pronto para dançar, ver, ouvir e aprender.
A ideia é da Live Experiences (promotora do Sumol Summer Fest e EDP CoolJazz), que pretende posicionar-se na área da música eletrónica. O desafio, através da escolha da data e do local, é criar um festival de sucesso fora dos meses de verão, dentro dos limites de um grande centro urbano.

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Música
São mais de os 60 artistas, nacionais e internacionais, que passam no próximo fim-de-semana pelo Lx Factory e Ministerium Club (after-hours).
Sven Väth, Âme, Move D, Vakula, XDB ou DJ Ride - que aproveita para apresentar "From Scratch" e levar com ele alguns convidados, como é o caso dos MGDRV - encabeçam um cartaz onde marcam presença vários nomes da nossa praça, como Francis Dale e Isaura, Moullinex, Rastronaut, Xinobi, Darksunn, Slow J, entre outros.
Além dos concertos, os showcases, a cargo das editoras, aproveitam para demonstrar em palco o momento alto da música independente em Portugal.

O House, techno, afro, disco e hip hop, vão estar bem representados e em perfeita harmonia pelas quatro salas que compõem o evento.

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Talks
Um dos maiores pontos de interesse deste Lisboa Dance Festival passa pelas Talks, Lectures e Masterclasses.
Porque a música também é para ser falada, Rui Miguel Abreu, Nuno Reis e Isilda Sanches são alguns dos nomes envolvidos, juntamente com artistas, profissionais das editoras e radialistas, numa série de debates que têm como principal objectivo gerar discussão em torno da música e de uma série de assuntos que são estruturantes neste momento da electrónica. Fala-se de hip hop e da sua evolução, do papel que a rádio tem tido na propagação do sinal, do valorização do vinil e do som das periferias. 

Através das Lectures, os convidados partilham conhecimentos sobre várias máterias em que são especialistas.
Vai ser possivel aprender a editar um disco de vinil, a abrir e gerir uma editora ou conhecer os direitos para artistas e editoras, bem como saber mais sobre produção, scratch, masterização, mistura e sintetizadores, nas Masteclasses com Ride, Slow J e Moullinex.

O acesso, apesar de ser livre para portadores de pulseira, é limitado aos lugares existentes.

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Market
A área de Market é outra das grandes novidades.
Com banca montada para vender e divulgar os seus produtos, vão estar lojas de discos, editoras e escolas.
Forma-se assim mais um mercado de música independente que, certamente, preenche as necessidades do cada vez maior número de pessoas que procuram artigos ligados à música, que não se encontram com facilidade em grandes espaços comerciais.

Kambas
, Bloop e Soundplanet são alguns exemplos dos presentes neste espaço.

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Os passes, que já passaram pelos 20€ e 30€, estão agora à venda por 40€. O preço chega aos 50€ nos dias do festival.

Esta é a primeira etapa de uma inicitativa que promete fazer mexer com a indústria da música.
Criado na altura certa, pode muito bem ser a semente de qualquer coisa grande que está para crescer, como referiu Rui Miguel Abreu em entrevista.