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Musicart

Mike El Nite, "O Justiceiro"

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Mike El Nite tem novo álbum. Chama-se "O Justiceiro" e está disponível para download gratuito através do portal NOS Discos.
Esta é a primeira compilação de originais do rapper de Telheiras, depois de já ter lançado uma mixtape ("Trocadalhos do Carilho") e dois EP's ("Rusga Para Concerto Em G Menor" e "Vaporetto Titano").
Inspirado pela série dos anos 90, "O Justiceiro" surge com onze faixas e conta com a produção de Dwarf e a participação de nomes como Profjam ou L-Ali.

Às referências da televisão do final do século XX, que não se ficam pelo nome do álbum, juntam-se outras tantas referências nacionais, através de samples, letras ou sonoridades.
O single, "T.U.G.A.", além do nome, traz a sonoridade do bombo, que dá o mote para os graves que se seguem.
E se no primeiro tema, "Horizontes", é possível ouvir um sample do programa "Horizontes da Memória", de José Hermano Saraiva, mais à frente, "Santa Maria" faz-nos recuar ao tempo onde o "Eu sei, tu és" era presença regular em programas de música, numa época em que "Malucos do Riso" - nome da penúltima faixa - passava na limitada grelha de programação dos únicos quatro canais a que tinhamos acesso. 
"Cena do Odio 3.0" surge a meio, num formato slam poetry, numa homenagem à "Cena do Ódio", de Almada Negreiros, em 4 minutos dominados pelo poder da lingua portuguesa, fortemente representada por Mike El Nite.

 

 

Depois de "Mambo Nº 1" e "F.E.N.A.", não é difícil adivinhar que "T.U.G.A." vai ficar como uma das referências de Mike El Nite para o futuro. O ponto forte de um álbum cheio de forma e liríca forte, que com toda a certeza vai ser tido em conta nas selecções para eleger os álbuns do ano.

Tracklist:
1. Horizontes
2. Oliude
3. T.U.G.A.
4. Água Fria ft. Profjam
5. Santa Maria
6. Cena do Odio 3.0
7. Monkey ft. Kaixo
8. Drones ft. L-Ali
9. 2P
10. Malucos do Riso ft. Nofake
11. A Justa

"Muro", o festival de Arte Urbana em Lisboa

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O Bairro Padre Cruz foi o local escolhido para a realização do "Muro - Festival de Arte Urbana", o primeiro do género dentro dos limites da cidade de Lisboa.
Entre os dias 30 de Abril e 15 de Maio, pelas ruas do bairro, haverá street art, música, conferências, workshops, fotografia, projecção de filmes e street food. Isto, além de intervenções dispersas por outros pontos da capital.

A GAU, organizadora em conjunto com a Junta de Freguesia de Carnide, entregou a curadoria do festival a uma série de agentes culturais ligados ao universo da arte urbana, tais como: Vhils e Pauline Foessel (responsáveis pela plataforma Underdogs), Lara Seixo Rodrigues (organizadora do festival WOOL e do projecto Lata 65), Pedro Soares Neves (um dos organizadores do Seminário Internacional de Arte e Criatividade Urbana), Miguel Negretti (responsável pela loja e galeria Montana), Pariz One (writter) e Ana Vilar Bravo (mentora do projecto LumiARTE).
No total, serão cinquenta os trabalhos à vista do público, desenvolvidos por trinta artistas, nacionais e internacionais, entre os quais, Tinta Crua, Add Fuel, Telmo Miel, Gonzalo Borondo, RAM, The Super Van, Akacorleone, MAR ou Tamara Alves.

A escolha do Bairro Padre Cruz para a realização desta galeria a céu aberto, segundo a GAU, prendeu-se com uma série de condições urbanísticas, arquitectónicas e logísticas, bem como um diversificado tecido social e massa associativa, que se relevaram particularmente favoráveis à concretização desta iniciativa.

Para além de toda a vertente artística, haverá ainda lugar para o trabalho comunitário e associativo, pedagogia, "bike trial" e "paintball".

Com Lisboa a afirmar-se como uma cidade de referência para muitos dos admiradores de arte urbana, era inevitável o surgimento de uma iniciativa pronta a mostrar ao Mundo o que de melhor se faz por cá, consolidando esse estatuto. E aí está ela.

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(Fotografia: José Vidente) 

João Tamura e Holly lançam HOKKAIDO

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A poesia de João Tamura e as produções de Holly juntaram-se e resultaram num EP. Chama-se "HOKKAIDO" e está disponível para ser ouvido e para download gratuito desde o passado dia 19 de Abril.

Este trabalho é composto por sete faixas. A primeira a ser conhecida foi "Marfim", lançada no passado mês de Janeiro e conta com a participação de Tem-P, dos Grognation.

"HOKKAIDO" contará com um número limitado de cópias fisicas, à venda pelo preço de 5€ e as encomendas podem ser feitas por mail.


 
Tracklist
1. Initium
2. Salto
3. Ilusão
4. Fuga
5. Spatium 
6. Capuchos XXI
7. Queda ft. Harold

O vinil está de volta

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 Até Junho, são três os mercados prontos para fazerem as delícias dos coleccionadores e amantes do vinil.


Desde a passada segunda-feira e até ao dia 17 de Abril, o International Record Store Day é celebrado nos Armazéns do Chiado, em parceria com a FNAC, com o objectivo de dar maior destaque às lojas independentes.
Além da oportunidade para adquirir novos discos (alguns deles, novas edições) e conhecer alguns vendedores, pelo 5º piso dos Armazéns vão passar bandas / artistas e outras pessoas ligadas à música.

Durante o dia 1 de Maio, entre as 10H e as 21H, a Taberna das Almas, nos Anjos, volta a receber a Feira de Discos de Vinil. A última tinha acontecido no passado mês de Novembro.
A feira contará com a presença de várias editoras independentes, nacionais e internacionais, actuação de DJ's convidados, concertos e duas exposições: uma de equipamentos de áudio e a outra do artista Darren Merinuk, responsável por ilustrações, pósters e outros trabalhos para editoras.

A última das três acontece em Junho, nos dias 17 e 18, no Village Underground. "Alcântara Toca Discos" é o nome desta feira organizada pelo Rimas e Batidas em parceria com a Junta de Freguesia de Alcântara.

Aproveitem!

#CurtasMusicart: Fat Cap - 10 anos de carreira

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Marcelo, o nome próprio daquele que um dia quis passar a ser Fat Cap e arrancar para uma carreira que dura há dez anos e que o transformou num dos incontornáveis nomes do Drum & Bass em Portugal.

A ligação à música começou com apenas doze anos. A paixão pelo Drum & Bass surgiu mais tarde. Misturar dois discos em casa de um amigo foram o mote para ganhar o gosto, partir para a gravação dos primeiros sets e partilhá-los dentro do circulo de amigos, até surgirem os primeiros convites para tocar.

O ano de 2006 foi o ponto de partida como DJ e um ano depois já á arrecadava o primeiro prémio, atribuido pela Cows on Patrol (à data, o principal foco de noticias e acontecimentos no Drum & Bass).
As primeiras produções surgiram em 2012, dois anos depois de se dedicar à actividade. Voltou a não ser preciso esperar muito até surgirem as primeiras distinções. Foi nomeado para "Melhor Produtor Nacional" e "Melhor Tema Nacional de Drum & Bass" em 2012, enquanto que em 2013 foi eleito o segundo melhor produtor nacional e 4º melhor DJ nacional de Drum & Bass.
Outra das conquistas de valor para o DJ / Produtor, aconteceu num concurso dirigido pelo DJ Fresh, em que arrecadou o 2º lugar, depois de ter partido em 1º na fase de votação do público.

No passado mês de Novembro, lançou o EP "Bateria e Baixo", com o selo Rimas e Batidas. Um nome a condizer com as suas origens, em que Fat Cap apresenta uma compilação com remisturas de temas de MGDRV, Macacos do Chinês, Holly com Tem-P ou Richie Campbell.
O mais recente trabalho chama-se "Final Hour" e é um EP de batidas mais clássicas, complementadas pela conotação futurista dos restantes instrumentos.
Para breve, promete, haverá um novo trabalho. Este, mais virado para o Neurofunk.


Na primeira pessoa, Fat Cap resume esta primeira década de carreira e fala de algumas das influências.

Como resumes estes 10 anos de ligação à música?
De uma maneira geral posso resumir 10 anos de carreira sob o nome Fat Cap como se fosse uma aventura. Se me perguntassem no início onde estaria eu dalí a 10 anos não diria que me imaginava aqui. Comecei os meus estudos musicais por volta dos 12 anos, aprendi a tocar guitarra clássica, bateria e baixo. Aos 16 anos conheci este estilo de musica electrónica (Drum&Bass) e por volta dos 17 experimentei misturar dois vinis na casa de um amigo e apaixonei-me completamente. 1 ano depois, em 2006, foi a minha estreia como DJ.
Tive algumas conquistas, como ser anunciado "Up & Coming Talent Dj" em 2007 e eleito Segundo Melhor Produtor Nacional de Drum&Bass e nos anos mais recentes lançar trabalhos por editoras estrangeiras, o que me abriu portas para ganhar mais seguidores de lá de fora e tocar noutros países. Como disse, tem sido uma aventura, com muitos obstáculos que são ultrapassados com muito trabalho, e claro, com muitas recompensas a todos os níveis.

Quais são as tuas influências e inspirações?
As minhas influências são várias, a começar pela vida em si. Tudo à minha volta me inspira e influência a fazer música. Para além de Fat Cap, tenho outros projectos que exploram outras vertentes musicais e possibilitam-me expressar de diferentes maneiras. Gosto muito de não sentir nenhumas algemas que me prendam em relação a ser variado a nivel musical, e isso pode-se quando ouves Omega Krew (hip-hop), Sotie Flow (rock/funk/folk/reggae), Specular (experimental) ou Sub Tatics (Electro), projectos dos quais eu faço parte.
A minha inspiração também vem de outros produtores e djs, em que alguns se foram tornando amigos ao longo dos anos e continuam a inspirar-me. São demasiados nomes para começar a mencionar e não deixar nenhum de lado... Quando vou actuar gosto de ver os outros djs em acção e há sempre alguém que me inspira. Quando tenho a oportunidade também vou assistir actuações de nomes que gosto e uma noite dessas serve sempre de inspiração.

E projectos para o futuro? Como vão ser os próximos 10 anos?
Não sei bem como vão ser, mas há muito trabalho encima da mesa e objectivos a cumprir. Sempre fiz musica porque amo a música e sempre o fiz com dedicação, e é o que vou continuar a fazer e o que terá de vir, virá.




O nosso agradecimento ao Fat Cap e que venham mais 10 anos de sucesso!

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"The Heavy Black Bird", o novo EP de Dead End

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"Heavy Black Bird"
 é o novo EP de Dead End, já disponível para ser ouvido e para download gratuito.

Na última #CurtasMusicart, o beatmaker falou-nos um bocadinho sobre este novo trabalho, numa altura em que já prepara uma nova compilação, com lançamento previsto para o segundo semestre do ano.

Por agora, ficamos com as sete faixas de "Heavy Black Bird", que cumprem na perfeição a promessa de um EP cheio de batidas fortes, pronto para mandar a casa a baixo.

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Tracklist
1. Crows on a Grey Sky
2. Heavy Black Bird
3. Cherokee
4. Ninja
5. Get Crunk 
6. Glory
7. The Light is Fading


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