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Musicart

#CurtasMusicart: Pedro Matos - "Less Than Objects"

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O que é um objecto? Para encontrar a definição, basta recorrer a um dicionário online. Mas, Pedro Matos, compromete-se a mais do que isso. Compromete-se a dar um novo contexto e reinterpretação ao significado da palavra, demonstrando que a abstracção contém a representação de algo. 
O artista leva o espectador a uma reflexão com base em elementos que o rodeiam, menosprezados na realidade material, de origem humana ou material, explorando a decadência e a imperfeição. 

"Less Than Objects", inaugurou no passado dia 19 de Fevereiro e é a primeira exposição individual de Pedro Matos em Portugal que, com 26 anos, leva no curriculo uma série de exposições, individuais e colectivas, em vários pontos do Mundo.
Vai estar na Underdogs até ao dia 2 de Abril e pode ser visitada entre terça-feira e sábado, das 14H às 20H.


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Nesta #CurtasMusicart fala-nos sobre ele, sobre a "Less Than Objects" e sobre os novos projectos.

Quem é artista o Pedro Matos? Quais são as tuas inspirações e objectivos?
Bem, tenho 26 anos e vivo e trabalho em Lisboa. O meu objectivo é continuar a ter o privilegio de investigar e trabalhar em todos os assuntos que me interessam e que saiam os melhores trabalhos possíveis como subprodutos dessa prática. Se isso poder despertar também algumas novas ideias, questões ou relações em algum espectador, é um bonus acrescido. É também um objectivo, não só com o meu trabalho como artista mas também com outros projectos paralelos e relações, ajudar a que Lisboa e Portugal se internacionalizem e passem mais a fazer parte da arte contemporânea internacional. Ainda somos muito fechados e auto-excluídos. 

O que pretendes transmitir nesta exposição, "Less Than Objects"?
“Less Than Objects” é a minha exposição individual patente na Galeria Underdogs em Lisboa, até 2 de Abril. É uma exposição exclusivamente de trabalhos novos que nunca foram apresentados antes, desenvolvidos nos últimos 6-8 meses. As ideias presentes na exposição são várias, que se relacionam entre si em níveis de profundidade ou intensidade diferentes. A ideia de aceitação, as fronteiras entre representação e abstracção, objecto ou conteúdo, formalismo e conceito, efêmero ou permanente, cidade ou natureza, são alguns dos assuntos presentes em todos os trabalhos de forma simultânea. 

Para o futuro, já existem outros projectos em mente?
Existem alguns. Ainda durante o decorrer da exposição irá sair o livro publicado pela Underdogs com o trabalho não só desta exposição mas também uma selecção de trabalhos desde 2012 até agora. Estou também a trabalhar em algumas exposição colectivas para breve como “Preparations for a journey” na Fifi Projects no México, e “Aujourd’hui je dis oui” na Galeria da Boavista em Lisboa, com curadoria da Aujourd’hui (www.aujourdhui.pt).



O nosso agradecimento ao Pedro Matos por esta curta entrevista e por toda a disponibilidade.
Fiquem a conhecê-lo melhor e ao seu trabalho em: http://www.pedromatos.org/

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A Mixtape de Xksitu

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Xksitu é João Pereira. Rapper da Linha de Azambuja que leva na bagagem mais de quinze anos de ligação ao movimento hip hop.

Em 1999 começou como writter, mas a tinta das latas de spray revelou-se insuficiente para deitar cá para fora as palavras e os sentimentos que queria partilhar com os outros.
Foi por isso que, em 2003, adicionou a tinta da caneta ao quotidiano com um objectivo: criar música. O resultado prático surgiu um ano depois, com a maquete "Vermes da Cidade".
Foi desta forma que começou uma carreira que culminou neste mais recente trabalho. Pelo meio, integrou a editora Headstart Records, com o lançamento de novos temas e as participações em projectos paralelos a compensarem as aventuras menos bem sucedidas
Agora está pronto para provar que o empenho é uma das armas mais fortes para atingir o alvo.

No passado dia 4 de Fevereiro foi lançada "A Mixtape", composta por quinze temas e uma mão cheia de participações, numa viagem ao dia-a-dia de Xksitu, que reúne o trabalho dos últimos quatro anos.
A captação, mistura e masterização ficaram a cargo de DJ Ketzal e Beatoques.

"A Mixtape" está disponível para ser ouvida de forma gratuita e pode ser adquirida em formato físico.


Tracklist:
1. A Mixtape
2. Sou Criador (ft. DJ Ketzal)
3. São Vidas (ft. Animlândia, Cezar e Bigg Favz)
4. O País da Banana II
5. Na Zona
6. Diamante (ft. Fimmea)
7. Há tinta no meu spot (ft. Rost)
8. Não é Fácil
9. Entretenimento Zero
10. Eu Já Te Disse 
11. Já Não Sei (ft. GriLocks e DJ Ketzal)
12. Valor da Crise (ft. Fimmea)
13. O Meu Tesouro
14. Tudo o Que Temos (ft. DJ Ketzal)
15. Sinto o Fim (prod. Wasted)

 

#CurtasMusicart: Farix - "Future Classics"

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Ano 16 do 2º milénio.
Neste "regresso ao futuro", os carros não voam. É possível que possamos encontrar alguém com uns Nike iguais aos de Marty McFly, mas não é garantido. A humanidade evoluiu e continua a explorar novos caminhos que levem à descoberta. A música não é excepção. Os beats futuristas apoderaram-se das pistas e fazem-nos chegar misturas explosivas. A aposta de várias casas de dança vai nesse sentido e mostram-nos que o presente é... o futuro.

Encarregues de tornar esta experiência real, estão Farix e Miguel Pité (MGDRV), através de uma residência mensal no Copenhagen.
A primeira noite correu às mil maravilhas. Agora, preparam-se para voltar a entrar na máquina do tempo através de um set renovado. A partida é na próxima quinta-feira por volta das 23H30. O regresso acontece algumas horas depois. Durante o caminho é esperada a turbulência normal provocada pela batida, pelos graves e pelo ritmo.

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(Fotografia: Royalty)

Falámos com Farix, um dos comandantes da máquina do tempo, para ficar a saber um bocadinho mais sobre ele e sobre a Future Classics.


Quem for ao Copenhagen no próximo dia 18, o que é que pode esperar?
No dia 18 é a 2ª edição da Future Classics, onde eu e o meu puto Miguel Pité dividimos a cabine e passamos tudo aquilo que é novo no hip hop, R&B, future beats e trap.
Quem for ao Copenhagen só pode esperar por bangers do momento mixados com beats do futuro.
Nada de clássicos do passado. Nós mostramos os clássicos do futuro.

Qual foi o momento alto da primeira sessão de Future Classics?
Tivemos vários momentos altos. Mais do que estava realmente à espera.
Quando passávamos sons menos conhecidos, o people reagia cantando ou com uma cara feia. Estavam incríveis!
Mas para mim, o momento mais hype foi quando passei a "All Night" do Mishlawi e fiz a passagem para o "Solta-se o Beijo" da Ala dos Namorados (pura parvoíce). Larguei os comandos para o Miguel e o que é que esse menino fez? Remate com um remix da "A Milli" (Lil'Wayne) do Jarreau Vandal. A casa foi a baixo!

O que estás a preparar para 2016?
No final do ano passado foi quando decidi dar o passo em frente como DJ.
Já tinha tocado em vários espaços e quero deixar aqui o props à família do Groove Bar e especialmente ao Nuno Santos aka Nocturnals, que foi quem me meteu na rota da noite. Nessa altura, tocava pouco e dependia muito do trabalho que tinha.
Assim que tive a oportunidade de me mostrar ao people do Copenhagen pensei que era o "agora ou nunca" para me consolidar como DJ e num ápice cheguei a uma residência mensal que é esta Future Classics.
Devo isso a três pessoas: Miguel Pité que faz o duo comigo, ao Guilherme Clara (manager do Copenhagen) e ao Davide Pinheiro (Mesa de Mistura), que me apoiaram e incentivaram a dar este passo.
2016 será sem dúvida um ano em que quero manter a Future Classics a rodar em Lisboa e já temos propostas para rumar a outras cidades do país. Esperem pelas novidades. 2016 é o ano em que o people vai ver o Farix activo na cena!


O nosso agradecimento ao Farix pela disponibilidade e um conselho sincero: na próxima quinta-feira passem pelo Copenhagen.
Fica aqui um cheirinho do que vai ser a noite.

#CURTASMUSICART

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Vem aí a nossa primeira rubrica!

Chama-se #CurtasMusicart e consiste em pequenas entrevistas formadas por três, quatro ou cinco perguntas.
O objectivo é aprofundar temas. Ouvir (neste caso, ler) na primeira pessoa. Falar sobre eventos, trabalhos, projectos, carreiras, novidades ou qualquer assunto de interesse, tanto na música como na arte.
Não há datas marcadas nem timings definidos, mas há a vontade de o fazer muitas vezes.

A primeira de muitas rubricas que andam aqui a "marinar".

DJ Player estreia-se com "Interludes"

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"Interludes" é o nome do novo álbum de DJ Player, disponível desde o dia 29 de Janeiro.
Além dos singles "Fade Out" e "Played No More", com a bonita cidade de Berlim a servir como pano de fundo para o videoclip, existem outras doze produções, onde se destaca um "Rule The World", potenciado visualmente com um live act.

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No currículo, o DJ e produtor leva duas mixtapes e uma mão cheia de produções para vários rappers da nossa praça. O rap - americano e dos anos 90 em particular, tal como o Trip Hop, fazem parte das referências de Player, que não abdica de deixar sempre o seu cunho pessoal.

O novo álbum conta com as participações de Musetta (voz) e DJ Kronic (guitarra) e pode ser ouvido no Youtube ou no Spotify.
O download é gratuito e existe uma edição limitada do formato fisíco pelo preço de 10 euros, com a capa a ser responsabilidade da Maan Design. As encomendas deste devem ser feitas através do mail: phatmedia@live.com.

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No dia 11 de Fevereiro, num tributo a J Dilla com o selo Rimas e Batidas, DJ Player vai aproveitar para apresentar este "Interludes". É no Musicbox, esta celebração que conta ainda com mr_mute, Darksunn e Sr. Alfaiate. A entrada é gratuita.